Mostrar mensagens com a etiqueta burocracia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta burocracia. Mostrar todas as mensagens

sábado, 9 de fevereiro de 2013

A solução para a evasão fiscal



Caros amigos, portugueses em geral, sr. Ministro das finanças. Tenho a apresentar uma solução inovadora e particularmente eficaz para acabar com o problema da evasão fiscal. Garantida. Vou dizer outra vez: G-A-R-A-N-T-I-D-A. Ainda para mais vai estimular a economia, fomentar a criação do próprio emprego e start-ups em todos os sectores de actividade. Irá também reduzir a burocracia a nível das empresas e do cidadão comum.
A solução para evitar a fuga aos impostos é… não haver impostos!! Isso mesmo, leram bem, se não houver impostos, acabou o problema dos recibos e faturas, ninguém passa por mau cidadão e todos terão a oportunidade de ter o seu próprio negócio sem sequer pensar na máquina fiscal. A única coisa que o país precisa para isto funcionar é encontrar uns bons biliões de barris de petróleo. Coisa pouca.
É assim que Omã consegue ter crescimento económico, construir desenfreadamente, garantir emprego para os cidadãos nacionais e mais um milhão de estrangeiros. Como não há impostos, com exceção das empresas de petróleos e alguns produtos importados, os pequenos negócios abundam. Assim, o técnico que trabalha na litoteca (o sítio onde se guardam os calhaus, para os não-geólogos) tem um taxi – aliás acho que é o seu carro normal – e quando alguém precisa é só combinar com ele. Eu já usei e dá muito jeito. E como não há taxímetro pode-se negociar o preço. O mesmo senhor tem um rebanho de cabras (esse já não leva para o trabalho) e também faz negócio com isso. Pode ser que dê jeito quando houver barbecue. O senhor da empresa que ajuda os recém-chegados a tratar da papelada da carta de condução tem uma escola de condução para os desgraçados que não têm a sua carta reconhecida cá. E para as mulheres dos estrangeiros também. O outro senhor que trata da atribuição das casas tem um negócio de pequenas construções no caso de ser preciso alguma coisa extra (e normalmente é). Como veem, é promovida a economia que deixa de ser paralela para ser convergente, toda a gente pode ser bom cidadão e não há papelada que só serve para encher gavetas e ser vista entre Fevereiro e Abril.
Solucionado. Podem falar com o Gaspar? O fuso horário aqui não dá muito jeito para ligar.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Legalize it

Não, não é o que estão a pensar. Sou mesmo eu que estou legalizado. Já tenho o cartão de residente. Há que tirar o chapéu. Não deve haver muitos países no mundo onde uma semana depois de se chegar se possa estar legalizado. Com a ajuda logística preciosa da empresa, é verdade, mas ainda assim notável.
Assim como na chegada ao aeroporto havia um batalhão de indianos e outros asiáticos no edifício a fazer o mesmo que eu. Embora aqui os trabalhadores qualificados já equilibravam um pouco a balança em relação aos não qualificados. Tudo é eletrónico e aparentemente organizado. Fotos digitais, impressões digitais digitais (vivam as figuras de estilo induzidas pela tecnologia) e até o pagamento tem de ser feito com cartão. No entanto, como estamos num país árabe (ou de grande influência, porque este pessoal é um melting pot genético fantástico) tudo tem uma pitada de sal. Ou de harissa ou o que for que usam por aqui. Há filas, muitas, para as várias fases do processo, mas em algumas não há senhas e a ordem de atendimento não está definida. No meio disto tudo toda a gente pode andar a passear por lá, ninguém respeita as várias áreas. Há pessoal que nos vai ajudando a ir passando para a fila certa, mas depois encontra não sei quem e afinal não é esta fila, pode ir já para a outra e o catano de modo que algumas vezes tive de decidir se seguia o tipo com o meu passaporte ou o tipo com o meu cartão de débito.
Está feito. Foto bem feia, não estava à espera dela e de repente já está… Daqui 2 anos lá estarei outra vez.


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Os primeiros dias

Já com casa e carro provisórios da empresa tenho o essencial para a vida em Omã. Depois foi a conta no banco, muitíssima papelada dentro e fora da empresa. É chato, mas como um dos expats lembrou, um processo de legalização para um estrangeiro na Europa demora para cima de 4 meses (em Portugal podem ser muitos anos) e aqui ao fim de 1 mês podemos ter tudo tratado. Ainda por cima com uma empresa que ajuda.